Meia luz

Debaixo do poste à meia luz, ela se contorcia de prazer. Finalmente depois de uma longa saga ela começou a descobrir o amor no sexo.

Enquanto ele a levava ao sétimo céu, ela se lembrava das cartas que já havia lido. Amigas virtuais que descreviam aquele momento único em sua vida até aquele momento.

Dois corpos soltos no prazer do amor, aproveitando cada pedaço do sexo do outro. Transformavam-se em apenas um. Não sentia diferença entre ele e ela. Eram únicos, exatos, castos e impuros.

À medida que sentia o sexo, aumentava a cumplicidade. Não sentia mais seus pés, suas mãos, sua boca ou até mesmo seu nariz. Agora ela era ele. Ele era ela.

Ali, logo ali, debaixo de um poste à meia luz.
O sétimo céu chegando, e ela se entregando a outro sob um poste à meia luz.

A única

Com o corpo moldado pelo espartilho, ela chega em grande estilo no salão de festas.
Todos os homens do recinto ficam em alerta, afinal, o prato principal era ela naquela noite. As mulheres cochichavam entre si e esperavam o momento certo para atacá-la.

Passando por entre os convidados foi demonstrando o porquê do valor gigantesco da entrada. Coxas firmes, seios enormes, boca carnuda. A pele branca sem marcas.

Deitou-se na mesa principal, que de antemão foi coberta por uma fina espuma e lençol de cetim.

Iniciou-se o sorteio das senhas. A degustação da fêmea, ali presente de presente, foi iniciada.

Caralhos, vaginas, dedos, consolos e línguas. Tudo isto era oferecido a ela que sem refugar em momento algum, os aceitava com um doce olhar de sacanagem.

Após quatro horas de pura felação e penetração ela é colocada novamente de pé e sai pelo meio do salão central, com a certeza de ter executado seu papel com a mais perfeita exatidão e devoção.

A deusa ia embora. Os súditos se despediam.

Finalizava assim, aquela noite de orgia com uma mulher só.

Devaneios sexuais

Desprezada novamente pelo noivo, ela se sentia a pior das criaturas. Não entendia como a vida funcionava, o sexo. Lia e re-lia todos os contos e cartas escritas em revistas femininas comprada sem nenhuma economia.
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- Merda, será que é tudo balela?

Falava para a amiga que a acompanhava naquela manhã.

- Não sei. Será que o problema é você? Ou ele?

A amiga tentava acalmá-la. Porém, nada daquilo ajudava. Queria sentir o mesmo que as Outras. Tentou de tudo nos últimos meses... de yoga à dominação... de ser a única a compartilhar-lo com outras. Mas nada dava certo. O sexo não a ajudava.

- Vou tentar com outros... você vai ver, ele me paga.

Em seus devaneios sexuais, ela continuava a andar pelo meio da rua.

Nua na lua

Nua,
No meio da rua,
Ela seguia a lua.

O gozo animal,
Escorria com o liquido vaginal,
E isto a fazia sentir-se mal.

Vomitando,
Gritando,
Amaldiçoando,
Ela ia perambulando.

Afinal,
Aquele animal,
Havia lhe feito, novamente, mal!

Nua,
A procura da lua,
Ela seguia nua.

Fora do horário

- Para que eu não agüento mais!

Ela não parava... exercitava-se cada vez mais.

- Eu já disse para você parar!

Quanto mais eu falava mais ela fazia...

- Você está passando dos limites, olha o horário. Amanhã a gente continua...

Que nada... ela nem ligava. Queria continuar aquele tumulto clamoroso.

- Olha, deita aqui do meu lado. Eu prometo que amanhã cedinho, na rua, iremos fazer a mesma coisa.

Ela para, olha nos meus olhos cansados da labuta do dia, da meia volta em torno do seu próprio eixo e deita ao pé da cama.

Faço um leve carinho e de brinde ganho mais uma bela lambida.

Sonolência

Segunda pela manhã...
A chuva da madrugada esfriou todo o quarto, trazendo a falta do corpo quente.
Ela vira para um lado, vira para o outro e não encontra o corpo do seu amado...
Mais uma vez ele viajou, e o frio comia seu corpo de maneira contundente.

Inflou o peito com o mais longo suspiro que lembrava existir... fechou os olhos... virou para o lado... começou a roçar os dedos no púbis... a sonolência veio ao invés do êxtase.

Dormiu novamente.

Seu súdito

O interfone toca… vou até a cozinha e atendo;

- Oi?
- Oi, sou eu! Posso subir?
- Claro...

Libero a entrada da portaria... deixo a porta destrancada... e fico aguardando.
Escuto os passos vindo da escadaria... sinto a maçaneta a girar... a porta rangi...

Deparo-me com ela novamente... o coração acelera, o mastro automaticamente endurece. Desta vez ela abusou, apareceu com um sobretudo preto sobre uma sandália Luiz XV.
O cabelo longo e loiro fazia um lindo contraste com a cor negra daquela peça de roupa.
O perfume que exalava preenchia todo o ambiente, minha casa em um instante se transformou em céu, afinal, aquele pedaço de mulher me remetia àquelas imagens de anjinhos vendidas em casas de materiais religiosos.
Ela sim, era a minha religião. Queria adorá-la, venera-la e ser sempre seu súdito.

Ela sorriu... abriu a boca e preencheu agora o ambiente com seu hálito doce e pecaminoso.

- Isto tudo é pra você!

De supetão ela me abre o invólucro negro que insistia em esconder uma grande parte da sua beleza perfeita, tão perfeita que tenho certeza que tudo aquilo foi moldado com muito amor e paciência.

Seus seios brancos... firmes... suculentos... saltaram para fora, ficando em evidência. Maior evidência era o que eles queriam, queriam se sorvidos pela minha boca.
Suas coxas protegiam o seu triângulo da felicidade totalmente desprovido de pêlos.

Minha boca salivava cada vez mais...

Seus pezinhos, objeto de meu fetiche inicial, estavam deliciosamente com as unhas pintadas de branco. Trazendo a tona cada vez mais a figura angelical.

- Você não vai vir pegar seu presente?

Como um coiote que acaba de alcançar sua presa, fui caminhando vagarosamente para perto dela. A peguei pela mão e fomos em direção ao quarto. Acabei de retirar seu manto deixando todo aquele corpo divino à mostra. Comecei a minha oração do dedinho do pé até o ultimo fio de cabelo divinamente perfumado.

Sorvei sem pressa, com vontade, com toda dignidade que uma deusa merece. Seus mamilos mostravam o tão teso ela estava, seu triângulo da felicidade já estava encharcado com seu gozo, com minha saliva, com nosso tesão.

Perdendo-me em seus beijos e caricias, fui puxado aos poucos para dentro de seu quadril. Meu mastro que não se cabia de tanta vontade, encontrou o caminho do céu.

Era um sonho... ela ali... a minha disposição...

Sonhamos... usamos... sentimos... gozamos... dormimos...

A leveza preencheu aquele quarto. O ócio acomodou-se em nós.
O amor foi concretizado

Ménage á trois

As duas contra ele... ele contra as duas... as duas somadas a ele...
As duas com ele!
Calor, felação, tesos, gozos!
As duas...
Ele...
Os três!

Matar a vontade

Finalmente o namorado chegou. E ela não pensou duas vezes antes de chamá-lo para dormir em casa.
Juntinhos pela manhã, corpos colados, suor escorrendo naquela manhã tão quente.

E ela, lembrando o tempo que ficara masturbando... pensando no seu amado... lendo a coluna "Esquentando a Relação".
Aquelas lembranças lhe trazem uma grande ânsia.
Vira pro lado e vê o namorado dormindo... não pensa duas vezes, cai de boca em seu mastro ainda desfalecido, esperando que seu brinquedo preferido volte a ser aquela clava dos homens das cavernas... dura, grossa e calejada.

O gozo escorre pela sua boca, entre suas pernas... o calor é infernal... o prazer e imensurável...

A clava ainda enrijecida adentra-se pelo seu corpo trazendo um imenso prazer...

O gozo escorre pelas pernas... o gozo escorre pelo mastro... o gozo preenche a manhã...

Desconexo

Na mais perfeita sintonia, ela o masturbava enquanto ele mamava suas deliciosas tetas.
Aquilo sim era uma delícia.
Suas tetas enormes lhe preenchiam perfeitamente a boca.
Sorvia aqueles seios de maneira prazerosa e apaixonante.
Ela por sua vez, trabalha seu mastro de maneira louca e desconexa.
Não tinha tanta maldade com a coisa.
Mas aquilo o satisfazia.
Dentro do carro, apertado, eram beijos, amassos, tetas e masturbação.

Pela manhã

O sol entra pela janela e vem aquecer minha pele.
Antes disto, porém, alguém já está acordada e olhando para o meu corpo desnudo sobre a cama.
Olho diretamente para seus olhos azuis e esboço um sorriso.
De imediato ganho vários beijos no rosto.
Levanto, tomo banho e finalmente vamos tomar café juntos.
Outros beijos antes de sair para o trabalho são oferecidos por ela e prontamente aceitos por mim.
Viver com ela é assim, sempre com carinho, mas às vezes rola umas mordidas.

A outra

Como um raio que corta o céu ela entra em casa e começa a esbravejar:

- Filho da puta, filho da puta, filho da puta...

Estas são as únicas palavras que ela consegue dizer ao ver seu homem mais uma vez na cama com outra mulher.
Atônita a tudo, a outra se levanta olha para ela e da um sorriso adocicado.
Veste a roupa da um beijo de despedida em seu ”amor” e sai pela porta, esbanjando sensualidade e gozo.

- Filho da puta, filho da puta, filho da puta...

Ela continuava a gritar, ele como um grandioso filho da puta vestiu a cueca, coçou a bunda e a mandou trazer uma cerveja.
Com a cerveja em mãos e olhando aquela mulher gritando, jogou a fêmea enraivecida na cama e começou a felação.

- Filho da puta, filho da puta, filho da puta... ohhhhhh!!!!

A manhã de Aline

Aline acordou excitada. A calcinha estava toda molhada com o sonho que teve.
O sorriso lhe ganhava a face e o cheiro de tesão infestava todo o quarto.
Desde que o namorado viajou a serviço ela não colocava em prática todas as teorias aprendidas lendo suas revistas femininas.
E nas últimas semanas aprendeu cada coisa com a coluna "Esquentando a relação".
O sexo vinha à cabeça com tanta facilidade que não estava conseguindo esperar o namorado para saciar-lhe o desejo carnal que a consumia.
Com dedo e língua se acabou naquela manhã.

Com ela é bom

A punheta sempre me fascinou. Amo bronhar uma... O sexo é meu e de mais ninguém.
Mas tudo isto até conhecer ela...
Ela sabe fazer direitinho... pega de uma maneira só dela, singular.
Deixo-o em suas mãos, me esqueço de onde estou e até mesmo para onde vou.
Gozo o gozo dos Deuses...

Uma noite de fim

Era a noite mais molhada do ano. Para todos os lados que eu olhava, via água caindo.

Havia marcado de encontrar com ela na região da PUC. "21h esteja lá", ela disse com certo peso na voz, o mesmo tom que despediu de mim no domingo anterior. E eu atónito com aquilo tudo fiquei emudecido.

Em meu peito as emoções se confundiam, não sabia ser era felicidade por revê-la ou medo do que poderia acontecer. Mas tinha que ir lá, conversar, por os pingos nos is.

Cheguei, a vi, sorri, chorei, conversei, partimos para lados opostos. Lembro-me ainda do teu sorriso ao me abraçar pela ultima vez. Será que é a ultima vez?

E a chuva continuava a cair em todos os lados. Um relâmpago traçou o céu de baixo pra cima, algo terrível como aquela noite.

Foi assim. Chuva, lados opostos, vozes e algozes.

Foi assim...

A dona de tudo

Ela entrou pela porta e já foi falando:

- Quem foi que fez isto?

Levantou o pano de prato todo sujo e olhando para nós dois. Eu tinha certeza que não tinha sido eu, mas a pobre Marcia não podia responder.
Ficou olhando pro pano com uma vontade danada de pular e estraçalhar aquela maldita prova de sua peraltice.
Olhei para ela e já fui retrucando:

- Olha, não fui eu. Mas se quiser posso comprar um novo pra não ter discussão. Pode ser?

Há muito tempo havia definido que não brigaria com mais ninguém, mesmo sendo com a minha faxineira.
Sabia que Marcia tinha feito aquilo e por nada deste mundo deixaria minha princesinha indefesa.

- Lógico que não, você sabe muito bem quem fez isto.
- É eu sei. Mas não vou fazer nada a respeito.
- Como não?
- Onde estava o pano?
- No chão!
- E antes?
- Pendurado na porta da cozinha.
- Você sabe que ela não pode ver nada pendurado, que ela pega mesmo.
- Sei, mas você tem que dar um jeito nela.
- Já dei, ela nem faz mais xixi dentro de casa e olha o tapete.
- É notei que ele voltou pra sala.
- Está vendo como ela tem melhorado?
- Mas e meu pano?
- Já te disse, se quiser compro outro.
- Não, pode deixar. Eu irei lavá-lo.
- Você é quem manda.

Voltou para cozinha nos deixando a sós na sala.
Olhei para Marcia e ela olhou pra mim... Não pensou nem uma vez antes de vir com suas brincadeiras perigosas.