Ela entrou pela porta e já foi falando:
- Quem foi que fez isto?
Levantou o pano de prato todo sujo e olhando para nós dois. Eu tinha certeza que não tinha sido eu, mas a pobre Marcia não podia responder.
Ficou olhando pro pano com uma vontade danada de pular e estraçalhar aquela maldita prova de sua peraltice.
Olhei para ela e já fui retrucando:
- Olha, não fui eu. Mas se quiser posso comprar um novo pra não ter discussão. Pode ser?
Há muito tempo havia definido que não brigaria com mais ninguém, mesmo sendo com a minha faxineira.
Sabia que Marcia tinha feito aquilo e por nada deste mundo deixaria minha princesinha indefesa.
- Lógico que não, você sabe muito bem quem fez isto.
- É eu sei. Mas não vou fazer nada a respeito.
- Como não?
- Onde estava o pano?
- No chão!
- E antes?
- Pendurado na porta da cozinha.
- Você sabe que ela não pode ver nada pendurado, que ela pega mesmo.
- Sei, mas você tem que dar um jeito nela.
- Já dei, ela nem faz mais xixi dentro de casa e olha o tapete.
- É notei que ele voltou pra sala.
- Está vendo como ela tem melhorado?
- Mas e meu pano?
- Já te disse, se quiser compro outro.
- Não, pode deixar. Eu irei lavá-lo.
- Você é quem manda.
Voltou para cozinha nos deixando a sós na sala.
Olhei para Marcia e ela olhou pra mim... Não pensou nem uma vez antes de vir com suas brincadeiras perigosas.
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