Fora do horário

- Para que eu não agüento mais!

Ela não parava... exercitava-se cada vez mais.

- Eu já disse para você parar!

Quanto mais eu falava mais ela fazia...

- Você está passando dos limites, olha o horário. Amanhã a gente continua...

Que nada... ela nem ligava. Queria continuar aquele tumulto clamoroso.

- Olha, deita aqui do meu lado. Eu prometo que amanhã cedinho, na rua, iremos fazer a mesma coisa.

Ela para, olha nos meus olhos cansados da labuta do dia, da meia volta em torno do seu próprio eixo e deita ao pé da cama.

Faço um leve carinho e de brinde ganho mais uma bela lambida.

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