Seu súdito

O interfone toca… vou até a cozinha e atendo;

- Oi?
- Oi, sou eu! Posso subir?
- Claro...

Libero a entrada da portaria... deixo a porta destrancada... e fico aguardando.
Escuto os passos vindo da escadaria... sinto a maçaneta a girar... a porta rangi...

Deparo-me com ela novamente... o coração acelera, o mastro automaticamente endurece. Desta vez ela abusou, apareceu com um sobretudo preto sobre uma sandália Luiz XV.
O cabelo longo e loiro fazia um lindo contraste com a cor negra daquela peça de roupa.
O perfume que exalava preenchia todo o ambiente, minha casa em um instante se transformou em céu, afinal, aquele pedaço de mulher me remetia àquelas imagens de anjinhos vendidas em casas de materiais religiosos.
Ela sim, era a minha religião. Queria adorá-la, venera-la e ser sempre seu súdito.

Ela sorriu... abriu a boca e preencheu agora o ambiente com seu hálito doce e pecaminoso.

- Isto tudo é pra você!

De supetão ela me abre o invólucro negro que insistia em esconder uma grande parte da sua beleza perfeita, tão perfeita que tenho certeza que tudo aquilo foi moldado com muito amor e paciência.

Seus seios brancos... firmes... suculentos... saltaram para fora, ficando em evidência. Maior evidência era o que eles queriam, queriam se sorvidos pela minha boca.
Suas coxas protegiam o seu triângulo da felicidade totalmente desprovido de pêlos.

Minha boca salivava cada vez mais...

Seus pezinhos, objeto de meu fetiche inicial, estavam deliciosamente com as unhas pintadas de branco. Trazendo a tona cada vez mais a figura angelical.

- Você não vai vir pegar seu presente?

Como um coiote que acaba de alcançar sua presa, fui caminhando vagarosamente para perto dela. A peguei pela mão e fomos em direção ao quarto. Acabei de retirar seu manto deixando todo aquele corpo divino à mostra. Comecei a minha oração do dedinho do pé até o ultimo fio de cabelo divinamente perfumado.

Sorvei sem pressa, com vontade, com toda dignidade que uma deusa merece. Seus mamilos mostravam o tão teso ela estava, seu triângulo da felicidade já estava encharcado com seu gozo, com minha saliva, com nosso tesão.

Perdendo-me em seus beijos e caricias, fui puxado aos poucos para dentro de seu quadril. Meu mastro que não se cabia de tanta vontade, encontrou o caminho do céu.

Era um sonho... ela ali... a minha disposição...

Sonhamos... usamos... sentimos... gozamos... dormimos...

A leveza preencheu aquele quarto. O ócio acomodou-se em nós.
O amor foi concretizado

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