Viúva negra

Confesso! Sou louco pelo teu corpo. Apaixonado pelos seus seios. Perdido pela promiscuidade da sua buceta. Amo me emaranhar entre suas pernas. Sonho em ser imobilizado pelos seus braços e ficar ao menos duas horas entre eles defronte aos teus lábios, e assim, morrer de asfixia durante um longo e delicioso beijo. Que seja o beijo da morte, mas pra mim, ele traz vida.

Durante este beijo meu mastro irá finalmente alcançar seu corpo. E num roçar louco e frenético o ápice do meu tão egoísta tesão chegará. Lambuzarei-te com o meu último caldo. E você ficará marcada para sempre. Sempre que olhares para teu corpo lembrará-se de mim.

No último momento de vida lembrarei á você: “Diga que já não me quer, Negue que me pertenceu, Que eu mostro a boca molhada, E ainda marcada, Pelo beijo seu”

O beijo. A marca.  A morte.

Insônia

Nua, completamente nua. Defronte ao espelho, ela se alisava. A cada curvinha do corpo passava as mãos com enorme prazer. Viu o grelo sumindo para dentro dos grandes lábios. Ficou mais excitada ainda, era o sinal que o tesão já estava presente na sua bocetinha. Correu imediatamente o dedinho “fura-bolo” para o triângulo da felicidade e começou a massageá-lo.

Os olhos fixos no espelho, o dedo fixo na diversão, o caldo escorrendo entre as pernas. Minutos de intenso tesão.

Já toda preparada e molhada, caminhou para a cama. Abriu bem as pernas e começou a penetrar a mão dentro da gruta umedecida. Enfiava e tirava a mão em um ritmo alucinado. Quanto mais excitação, maior era o ritmo. Gritos, urros, berros eram ouvidos pelo quarto adentro.

Finalmente um silêncio total e absurdo. O gozo jorrou junto com o último grito. A mão agora estava na boca, e ela lambendo o seu prazer com o maior prazer do mundo. A adrenalina foi baixando e finalmente ela conseguiu dormir.

Sexo do mês

Dia de pagamento – Pensa o nobre rapaz dentro do balaio a caminho do trampo. Tantos planos, tantas contas, tantas coisas pra pagar que fica pensando se irá sobrar algum para gastar no baixo meretriz da capital.

Poxa, bem que mereço! Tem mais de duas semanas que não tiro umazinha – Vai seguindo pela rua rumo ao local da labuta. Pensa na última menina que o saciou. Loira, dos olhos pretos, pernas grossas, seios pequenos e um bunda bem grande. A benga se excita dentro da calça e ele passa a sua mão para dentro do bolso massageando a danada.

Durante o almoço, o papo era único no meio do pessoal: Quem iria à zona? Ele nem disfarça a vontade de comparecer ao santuário do pecado. Todo o quinto dia útil do mês ele aparecia e celebrava o rito a promiscuidade. Lembrou novamente de outra que o saciou. Uma morena falsa magra. Daquelas que de roupa você não dá nada, mas quando tira roupa é aquele monumento. E a bunda? Que bunda! Pensava enquanto escovava os dentes. E mais uma vez o cacete se mostra rebelde. Fica teso. E ele fica pensando no fim do expediente. Agora era quase certa sua ida ao puteiro.

Fim de expediente, envelope no bolso, caminho da Guaicurus. Tudo perfeito para nosso herói. Chega, sobe o escadão, para de porta em porta, escolhe uma japonesa com sotaque nordestino e pele negra. Ela abre a perna, ele desce a calça, com o cacete já duro começa a subir na menina. Gemidos e juras de amor são ditos em japonês com sotaque do Ceará. Ele goza em dez minutos, afinal é o tempo que seus dez reais podem pagar.

Levanta-se, veste a calça e vai embora satisfeito com o sexo do mês.

Grosso calibre

A pica grossa entra buceta adentro, e ela lá, nem reclamando. Só aproveitando o grosso calibre da benga que a estocava. Com o rosto escondido no travesseiro, fazia caras e bocas que qualquer homem gostaria de ver. Mas ela decidirá que nunca mais mostraria o prazer que estava sentindo no momento do coito. Sempre que inventava de dar, levantava a bunda grande e oferecia aquele belo trazeiro.

- No cuzinho não pode. A bucetinha você pode fuder à vontade – dizia sempre ao amante daquele momento.

Muitos não entendiam, já outros amavam ver aquele rabo enorme a sua inteira disposição.

A coisa era fácil, com qualquer cantada barata você tinha direito ao passaporte da alegria carnal. O rabo enorme a sua frente, a buceta ainda fechadinha, e o cuzinho ainda virgem. Fechadinho, mais tão fechadinho que dava até mais tesão em ficar vendo ele a piscar no momento do gozo.

- Vai cachorro, come meu rabinho... come... mete forte... cachorro!

A piroca entrando e ela lá rebolando e sentindo sua buceta dilatar. Em algum ponto o cuzinho começava a piscar. Era a senha... gozou.

Visão dos infernos

Ela está ali, encostada no quarto do canto ou seria no canto do quarto? Não sei... da minha janela não dava para ter uma visão perfeita daquele quadro. Ali sozinha. Com a calcinha de renda na mão, o sutiã meia-taça a altura do abdômen e os cabelos loiros atrapalhados. Notei que em frente a casa havia estacionado o mesmo carro de todos os dias. Encostado nele um homem fumando o seu cigarro.

Entre ficar reparando um homem fumando e uma mulher nua, não pensei duas vezes. Voltei meus olhos ao quarto. Ela já havia se livrado das peças intimas e estava jogada à cama. Os cabelos continuavam esvoaçados. Com um instrumento transparente, ela de pernas abertas, esboçava sorrisos maliciosos. Minha benga respondeu no mesmo instante, no momento que meus olhos viram tal cena.

Sem fazer cerimônias ela penetrava aquele artefato do prazer em sua buceta. Fazia o danado entrar até o talo. E quanto mais fundo ele chegava maior era o sorriso. Quanto o maior o sorriso, enorme era o meu tesão.

Fiquei ali espiando com a esperança de a loira louca me enxergar pela janela e chamar-me para completar o serviço. Agora ela além de brincar com a benga de cristal, ficava alisando os seios com a outra mão. E eu ali, olhando aquilo tudo com a boca cheia d’água.

Ouvi um barulho estrondoso. Parecia com o de um portão sendo fechado. Olhei novamente em direção à rua e notei que o homem já não estava mais ali. Onde será que foi o cidadão? Fiquei inquieto com o desaparecimento do sujeito.

Não perdi muito tempo com esta preocupação, voltei os olhos para a loira na cama.

Grande foi meu espanto quando voltei às atenções para o quarto da mulher. Ela de pernas abertas e aproveitando a pica do senhor fumante. Com a pica do rapaz toda em sua boca e enfiando freneticamente o consolo na sua vulva e ele ali... só fumando.

Visão dos infernos - pensei. Puto com a situação fechei a janela.

A três

A cama rangeu uma vez, duas vezes, infinitas vezes. Eram três horas da manhã, e ele se retorcia na cama. O ranger continuava e entrava em sua cabeça o enlouquecendo. Havia no mínimo três semanas que ele não trepava. E a maldita cama do apartamento do andar de cima não parava de ranger.

Ao menos ainda não começou a gritaria – pensou. Pareceu ser telepatia, começou a gritaria! Ô beleza, agora sim a sinfonia estava completa: Cama rangendo, estocadas na parede, gente gemendo e para completar três semanas sem trepar.

Aqueles ganidos de prazer iam o embalando num tesão tão louco e inoportuno que o deixava cada vez mais puto. Sexo no andar de cima, ele na secura no andar debaixo. E os gemidos aumentavam em harmonia com as estocadas na parede.

A esta altura do campeonato o membro já estava içado. A mão a roçar o corpo cheio de insônia e prazer alheio. Uma boa e bela cusparada na ponta do mastro foi dada, preparando para mais uma noite de swing. Enquanto o vizinho do andar de cima trabalhava, ele freneticamente se masturbava. Pedia para que o companheiro não chegasse ao êxtase antes dele.

Gemidos, estocadas, camas rangendo, agora nos dois andares, trepada e punheta.

Três minutos de luxúria. Três pessoas lascívias, três semanas sem trepar, três horas da manhã, três gozos simultâneos.

Viraram para o lado e dormiram... três sonos tranqüilos.