O gosto do rabo


Três da manhã, o taxi chega, ela sai pelo corredor, entra no elevador, desce até a portaria, olha para cima e dá um sorriso de quem cumpriu a obrigação. No apogeu do teu corpo de me-ni-na-mo-ça-mu-lher-lo-ba, deliciava-se do sexo como poucas. No meio das pernas, o gozo de instantes atrás escorria e exalava o cheiro do sexo. Passa pelo portão, sacode os cabelos e com o olhar fixado na janela do dé-ci-mo-quin-to-an-dar, fica esperançosa em não ver a face do outro extasiado, certa de que aquele ainda estaria escornado se contorcendo teso. Caminha até a porta do táxi, abre, assenta e sente: “Cafajeste, finalmente conseguiu comer meu rabo”. Numa mistura de êxtase e dor, sorri e ordena o caminho.

Um comentário: