Conquistado

No meio daquilo tudo finalmente enxerguei.
Ele estava lá, exatamente do jeito que Tom Zé um dia o demonstrou para o mundo.
Diria que estava mais apetitoso do que nunca.
Robusto, indecente, intransitável.

Não me dei por abatido!, com toda a paciência que somente um monge tibetano possui, comecei a sorvê-lo.

Lentamente, abusivamente.

Surpreendentemente ele foi se abrindo e demonstrando que era tão meu quanto sua colega de quarto. Não me deixei levar por aquela demonstração de submissão, continuei a tratá-lo com todo o carinho que tal pedra preciosa merecia.

Depois de ter degustado por horas infinitas, enfim fui convidado a conhecê-lo mais de perto. Uma visita íntima, poucos e poucas já o visitaram.

Romper aquela fronteira foi algo inimaginável! Uma sensação tão única e inexplicável. O prazer foi se tornando tão louco e excêntrico. Finalmente fui dominado, excedi o que até então era permitido.

Morri!, me acabei em seu território. De conquistador fui subjugado a conquistado.

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